sexta-feira, 11 de maio de 2012

Macarrão com Marshmallow

Eu sei, estou sumido deste blog. Foi proposital. Muitas mudanças acontecendo, em várias dimensões. Estou passando por mais um período sabático, desta vez mais profundo do que o anterior.

Desde o final do ano passado estou com novos desafios profissionais, relacionados a aplicativos móveis para Android e iOS. Temos aprendido muito e agora, mais do que nunca, temos dado valor à prototipação e ao feedback contínuo do cliente. Continuamos usando Agile com bastante sucesso.

Hoje me deparei com esse vídeo sensacional do TED Talk, sobre construção de equipes: "Tom Wujec apresenta uma surpreendente pesquisa sobre o "problema do marshmallow" -- uma dinâmica de grupo simples que envolve espaguete seco, um metro de fita adesiva e um marshmallow. Quem conseguir construir a torre mais alta usando estes ingredientes? E por que um grupo inesperado sempre se sai melhor que a média?"

Divirta-se!



Mais informações em MarshmallowChallenge.com.

terça-feira, 23 de agosto de 2011

8 Dicas Para Se Tornar Excelente

Fonte: http://www.infoq.com/br/news/2010/10/torne-se-excelente

As 8 dicas de como se tornar excelente e aproveitar as oportunidades são de autoria do Klaus Wuestefeld, autor do manifesto da Computação Soberana e criador do Prevayler.

1 - Torne-se excelente:

Seja realmente bom em alguma coisa. Não fique só choramingando ou querendo progredir às custas dos outros. Não pense que porque você sentou 4 anos numa faculdade ouvindo um professor falar sobre software que você sabe alguma coisa. Jogador de futebol não aprende a jogar bola tendo aula. Ele pratica. Instrumentistas geniais não aprendem a tocar tendo aula. Eles praticam. Pratique. Chegue em casa depois do trabalho e da aula e pratique. No final de semana, pratique.

Crie seu próprio virus, seu próprio jogo, seu proprio SO, seu próprio gerenciador de janelas, seu próprio webserver, sua própria VM, qualquer coisa. Varias coisas.

Nao precisa ser só programação. Pode ser networking, vendas, etc. Só precisa ser bom mesmo. Tenha paixão pela coisa.

As melhores praticas do mercado são polinizadas primeiro nos projetos de software livre. Aprenda com eles.

Discípulo, viajante, mestre: Primeiro seja um discípulo, tenha mestres locais, aprenda alguma coisa com alguém realmente bom, qualquer estilo. Depois viaje, encontre outros mestres e aprenda o estilo deles. Por fim, tenha o seu estilo, tenha discípulos, seja um mestre.

Vou fazer o curso da Mary Poppendieck em São Paulo semana que vem e quando tiver o curso de Scrumban do Alisson e do Rodrigo quero fazer também.

"Torne-se excelente" também pode ser chamado de "Melhoria Continua" ou "Learning".

2 - Não seja deslumbrado

Desenvolvimento de software é a mesma coisa há 60 anos: modelo imperativo. Há 30 anos: orientação a objetos. Bancos de dados relacionais: 30 anos. ("Web", por exemplo, não é uma tecnologia ou um paradigma. É meramente um conjunto de restrições sobre como desenvolver e distribuir seu software).

Não corra atras da última buzzword do mercado. Busque a essência, os fundamentos.

Busque na wikipédia e grokke: determinismo, complexidade de algoritmos "O()", problema de parada de turing. Pronto, pode largar a faculdade. Falando sério.

Trabalhe com software livre. Não dê ouvidos a grandes empresas, grandes instituições ou grandes nomes só porque são grandes.

Você acha que vai aprender mais, ter mais networking e mais chance de alocação no mercado trabalhando em par comigo no Sneer por um ano, 8h por semana, ou passando 4 anos na faculdade, 20h por semana, pagando sei lá quanto por mes?

Você acha que vai aprender mais trabalhando em par com o Bamboo 6 meses na linguagem boo e na engine do Unity ou fazendo um ano de pós em "a buzzword da moda"?

"Nao seja deslumbrado" também é conhecido como "Coolness".

3 - Mantenha-se Móvel

Com a demanda que temos hoje no mercado, se você é desenvolvedor de software e não consegue negociar um contrato com uma empresa onde você é pago por hora e pode trabalhar quantas horas quiser com um mínimo de meio período, você precisa rever a sua vida.

É melhor ter dois empregos de meio-período que um de período integral, porque você pode largar um deles a qualquer momento.

Você nunca vai conseguir nada melhor se não tiver tempo, se não tiver disponibilidade para pegar algo melhor quando aparecer.

Você sustenta seus pais e 7 irmãos? Não. Entao para de ser ganancioso e medroso no curto prazo, para de pagar faculdade, mestrado, pós, MBA, sei lá o que e vai aprender e empreender.

Trabalhe remoto. Não é o mais fácil, mas é perfeitamente possível.

Não fique reclamando que está trabalhando demais. Aumente seu preço e trabalhe menos.

4 - Emparceire-se Promiscuamente

Participe de dojos, de congressos, de projetos de software livre. Tenha amigos, colegas, conhecidos. Seja conhecido. Nao faça ruído em seis projetos e doze fóruns. Ajude de verdade em um ou dois projetos de cada vez. Ao longo do tempo, você terá ajudado em vários projetos, trabalhado em varias empresas.

5 - Mentalidade de Abundância

Ajude seus amigos sem cobrar (a "camaradagem" do Vinícius). Dê palestras gratuitas. Cursos gratuitos. Participe de projetos de software livre.

Pare as vezes uma tarde para receber um amigo seu e explicar seu projeto. Vá visitar seus amigos nos projetos deles. Viaje com algum amigo seu pra visitar um cliente dele, só pra conversar e fazer companhia.

Você tem um espaço onde dá cursos? É uma Aspercom, Caelum da vida? Chama os brothers para dar curso. Caramba, bola um modelo em que as pessoas podem se inscrever para cursos variados, pagando um sinal, e mantém tipo uma agenda pre-combinada: "Será numa terça e quinta a noite, avisadas com duas semanas de antecedência".

Se rolar, beleza, se depois de meses não der certo, devolve o sinal. Pode ser curso de Prevayler, de Kanban, de Scrum, de Lean, de Computação Soberana, de Restfulie, de Cucumber, de Rails, de Teste Automatizado Mega-Avançado, qualquer coisa.

Chame amigos seus pra dar curso em dupla com você. Divida clientes. Divida projetos, mesmo que não precise de ajuda.

Dizia o pai de um brother meu de infância: "Tudo que custa dinheiro é barato."

6 - Busque modelos de custo zero

Trabalhe em coisas que tem custo administrativo/burocrático/manutenção zero. Por menos ganho que tragam, depois de prontas, estarão tendo uma relação custo/benefício infinitamente vantajosa.

7 - Ganhe notoriedade

Faça coisas massa. Participe de projetos de software livre. Dê palestras gratuitas. Promova eventos (dojos, debates, grupos de usuários, etc).

8 - Não tenha medo (Por Dairton Bassi)

Meta a cara. Arrisque empreender. Arrisque inovar. O que você tem a perder? No máximo um emprego, mas isso pode ser revertido facilmente em um mercado aquecido como o atual. O pior que pode acontecer é não dar certo. Mesmo assim você terá aprendido muito mais do que batendo cartão.

Saia da zona de conforto. Se o seu trabalho estiver fácil e sob controle, isso significa que ele não está mais agregando para a sua evolução técnica e pessoal.

Não desperdice a chance de trocar de função se a nova oportunidade for mais desafiadora. Isso fará você crescer tecnicamente e o preparará para desafios maiores ainda. Conhecer pessoas novas é tão importante quanto manter-se em contato com código.

Não se detenha por insegurança ou pela sensação de despreparo. Como você acha que vai ganhar experiência em alguma coisa se sempre adiá-la?



Nota de Serge Rehem: Este texto é tão fantástico que resolvi reproduzi-lo aqui na íntegra. Difícil concordar ou discordar 100%, então o melhor é aproveitar para refletir o que estamos fazendo da nossa carreira. Eu não apenas tive a oportunidade de conhecer Klaus pessoalmente no Maré de Agilidade 2011, em Salvador-BA (os vídeos de todas as palestras estão disponíveis aqui), como puder programar em par com ele e mais uma turma de feras. O produto dessa noite foi o http://notepaedia.com.

terça-feira, 29 de março de 2011

Entrevista à Rádio Serpro sobre Colaboração

Semana passada fiquei muito honrado ao ser convidado pela Rádio Serpro para uma entrevista sobre colaboração. Foram cerca de 42 minutos de conversa, que editados ficaram com pouco mais de 6. Deve ter dado um trabalhinho...

No podcast abaixo, disponibilizo o papo na íntegra. Falo um pouco sobre o aprendizado que venho adquirindo, praticando e compartilhando neste blog, passando por vários tópicos: colaboração x compartilhamento, aspectos técnico e emocionais da colaboração, coexistencia de competição e colaboração, cultura de colaboração, atitudes individuais + gestão + estruturas organizacionais, web 2.0, trabalho cooperado no serpro, uso de metodologias ágeis, dentre outros.



Se estiver com o tempo curto, tem também a versão "compactada" depois da edição:



Caso tenha algum problema em escutar o podcast aqui no post, pode acessar diretamente minha pagina no podomatic.com.

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Os 3(4) Estágios da Mudança: Ignore-os e Permaneça Onde Está

No último sábado, no 1o JavaBahia nas Faculdades em 2011, na Área 1, rolou um unconference muito interessante no estilo FishBowl (que conheci no Maré de Agilidade Fortaleza de 2010). Dentre vários assuntos, o fishbowl é extremantente dinâmico, conversamos sobre a importancia de valorizarmos a "prata da casa", os bons profissionais que temos na Bahia (algo que estavamos fazendo no próprio evento, com dois palestrantes da terrinha). Em contraponto, uma certa apatia que nos faz valorizar mais o que vem "de fora". Foi um papo extremamente rico, apesar de curto. Teremos oportunidade de retorma-lo nos próximos JavaBahia (ou LinguÁgil) nas Universidades, ou mesmo no Maré de Agilidade que ocorrerá na UNEB, em abril.

A palavra chave é AÇÃO. Não adianta ficar se lamentando. O cenário não mudará se ficarmos sentados...

Lembrei que ano passado rolou uma discussão muito boa na lista de usuários do grupo Agile-Bahia, sobre a inércia dos profissionais de TI (se quiser ver a thread na integra, é só se cadastrar no grupo e clicar aqui). Abaixo vai na íntegra a minha contribuição naquela ocasião, que me parece ter tudo a ver com o que estamos falando:

"... Gosto muito de utilizar a técnica dos 3 Estágios da Mudança (não sei onde vi isso, nem tampouco se tem esse nome). É o seguinte, para a gente sair de uma situação e ir para outra, ou seja, MUDAR, são necessários pelo menos 3 passos:

1) RECONHECER que temos um problema
2) Sentir VONTADE DE MUDAR
3) AGIR para viabilizar a mudança

Um exemplo clássico é PERDER PESO. Muita vezes não consideramos nosso sobrepeso como um problema, por isso continuamos engordando. Até que reconheçamos (1) e tenhamos vontade de mudar (2). Só a vontade não basta, são as promessas de fim de ano "vou parar de fumar, vou fazer exercício, vou fazer uma dieta, ...". Passada a ressacada de Reveillon os planos vão pro beleléu.

A nossa INÉRCIA não é so ligada a TI, é característica do ser humano. Acontece, na minha opinião, porque a granda maioria de nós é NÃO TEM NOÇÃO que tem um problema. Que possui uma carreira medíocre, que trabalha numa empresa que não valoriza a criatividade e a inovação, que existe um mundo Agile reforçando a importância da comunicação, das pessoas, do código de qualidade, do produto de SW entregue frequentemente que agreva valor para o cliente. Para elas está tudo bem, vivem FELIZES assim, vão continuar assim e ponto. Temos que respeita-las. "Perdoai, elas não sabem o que fazem"

Algumas pessoas, como aquelas que tem oportunidade de participar de eventos como LinguÁgil e o Maré de Agilidade, estou me atendo aqui ao tema desta lista, começam a reconhecer que as coisas não estão tão bem (1). Algumas sentem vontade de mudar (2) e muitas vezes sequer começam, arranjando desculpas sabotadoras tipo "na minha empresa não dá", "meu chefe é muito antiquado", "meus colegas não vão me apoiar", ..., e por isso não tomam nenhuma ação. Problema: Não são tão FELIZES quanto os do grupo anterior. Eles SABEM que não estão lá muito bem, mas não tem forças para o estágio 3. Eles não tem INICIATIVA e esse é um grande problema especificamente nos profissionais de TI do nosso estado (bom, pelo menos da nossa cidade, que conhecemos mais).

Apenas alguns, um grupo pequeno, restrito, conseguem AGIR para mudar (3). Começam a estudar, praticar, disseminar idéias, entrar em grupos e listas de discussão, se associar com pessoas de pensamentos afins, experimentar formas novas, se reinventar. Se planejam para a mudança, executam, ajustam no meio do caminho. PERSEVERAM. E chegam lá, MUDAM.

Não é fácil atingir e MANTER o estágio desejado, esse seria um quarto estágio. É como no exemplo do PESO, muitas vezes conseguimos atingir nossa meta (ex: perder 30kg), até com ações drásticas (porem mais "fáceis") como cirurgia de redução de estômago. Se não nos mantivermos firmes e DETERMINADOS, porém, podemos dar vários passos retroativos. E recuperar todo o peso perdido em pouco tempo. Da próxima vez será muito mais difícil. Já viram alguem que já reduziu estômago duas vezes? Eu, já."

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Sabático Bazedral - Dando um Tempo sem Sair de Dentro

Eu já havia escutado o termo sabático mas não tinha noção exata do que era até ler a edição da revista da TAM, aproveitando minha ida mais recente a Sampa para o JavaOne Brasil. Das definições que encontrei vou transcrever o trecho abaixo, vinda deste site:

"período para parar e refletir, pensar, descansar, curtir, olhar as coisas sob outra perspectiva e dimensão. Avaliar o que sou e o que eu posso ser, criar uma nova condição para o equilíbrio mental, físico e espiritual. Revisão da alma, oxigenação, se comprometer melhor com a visão que Deus lhe deu. Coragem para perceber o novo."

Em 2010 este blog não foi muito ativo, tenho plena consciencia disso. Sem precisar me afastar do trabalho por tanto tempo (Glória Maria ficou 2 anos nessa, segundo a TAM. Ela $pode$), a não ser para umas viagens (e o Show do Pixies no SWU, não posso esquecer), percebi que de certa forma eu - e o Bazedral - estamos passando por uma fase assim. Tenho lido, escutado, conversado, assistido sobre assuntos dos mais diversos, técnicos e não técnicos. Agile tem sido a ponta do iceberg e o pano de fundo para muito aprendizado, reflexão e mudança.

No trabalho, estou vivendo um excelente momento profissional. Eu, que tanto venho estudando e "laboratoriando" sobre colaboração, acho que finalmente consegui ver resultados realmente animadores. Numa equipe pequena, altamente competente e distribuída (Salvador, Sampa, Curitiba, Manaus, Fortaleza), estamos conseguindo misturar Agile & Open Source para o desenvolvimento de um framework Java, o Demoiselle. Scrum no começo, Coding-Dojos no recheio (tem feito uma grande diferença, leia nesse artigo o porque), começamos práticas de XP (até programação em pares remota com o Saros vem rolando), aumentamos a maturidade em testes. Aprendemos na prática o verdadeiro conceito de auto-gerenciamento. O melhor de tudo, porém, foi a comunicação, o feedback, o relacionamento da equipe, a alegria de acordar todo dia e ir trabalhar motivado e feliz, respeitando - a até se divertindo com - as diferenças entre as pessoas. E aprendendo muito com isso.

De eventos, participei de vários: FISL, Consegi, ..., CBSoft, Maré de Agilidade Fortaleza (como palestrante, que honra!), JavaOne Brazil. O ápice deles foi o LinguÁgil 2010. As palestras e o Boteco LinguÁgil (confira alguns videos no canal Vimeo), os altos papos com @alegomes, isso tudo me fez pensar muito, e já estamos tendo consequencias. Começamos a pensar mais "empreendedoristicamente" (não deixe de ler este post sobre a Rede Sigma), criamos o Grupo LinguÁgil, estamos organizando o Maré de Agilidade Bahia, Alagoas e Sergipe (MAREBASE) e o LinguÁgil 2011, vááárias ações de treinamento e capacitação a serem realizadas. O JavaBahia vem recebendo energia nova, pessoas motivadas querendo fazer algo diferente, o grupo precisava.

Pessoalmente, voltei a me interessar sobre poesia, música e esporte. Descobri e virei fã da banda Maglore e, para aprender suas músicas, voltei a tocar (quer dizer, arranhar) violão (outro dia ouvi no rádio: "Violão é o instrumento mais fácil de se aprender a tocar..... mal". Dei muito risada e pensei: "É igual ao PHP" - @mlalbuquerque, não resisti a essa #piadinhaLinguagil). Achei até um maluco que musicou umas coisas que escrevi e agora está me convencendo a aprender a tocar contra-baixo para fazer parte da banda (até agora só tem nós dois, nada de baterista, ainda não ensaiamos juntos nenhuma vez, nunca toquei baixo na vida - mas parece que vou conseguir um emprestado. Tem tudo para dar certo, o punk rock começou bem assim). Me dei de Natal um prancha Uri Valadão novinha, voltei a pegar minhas ondas de bodyboarding na companhia das tartarugas de Scar-Reef. Agora muito mais veloz. Eu, não elas.

Enfim, que ano rico e maravilhoso! Estou trocando o pneu com o carro andando, assim tem sido o meu sabático: dando um tempo sem sair de dentro. É possível mudar e reinventar, basta sair da inércia e se unir a pessoas com pensamentos afins. Ano que vem pretendo compartilhar neste blog muito mais sobre todo esse aprendizado que venho acumulando. Eu precisava desse tempo para processar melhor as informações e evitar escrever - muita - besteira. Bazedral Refactored, o tema será sobre o que vier na telha.

Um sabático pra você também. E feliz 2011!

terça-feira, 26 de outubro de 2010

CBSoft 2010 - Minhas Impressões

De 27 de setembro a 01 de outubro de 2010 ocorreu em Salvador o Congresso Brasileiro de Software: Teoria e Prática: CBSoft, reunindo vários eventos em um só. O local - O hotel Bahia Othon - belíssimo e muito bem estruturado. Não conhecia o espaço deles para eventos. Gostei muito. Me deixou muito orgulhoso ver a Bahia sediando um congresso desse porte. Em função do Demoiselle Framework temos tido contato com o pessoal da UFBA, especialmente o prof. Manoel Mendonça e o doutorando Glauco Carneiro. Pudemos testemunhar o empenho deles e toda a equipe em fazer um Congresso de primeira. Bem, foram várias palestras, mini-cursos, tutoriais e workshop ocorrendo simultaneamente. Farei um apanhado geral destacando algumas coisas que achei interessantes.

No primeiro dia, basicamente me dediquei a trilha da indústria. Várias palestras relacionadas a Agile, o que achei muito positivo para um evento acadêmico. Eu tinha que conferir. Por um probleminha no controle das inscrições do Serpro, coisa normal num primeiro dia de evento, só pude chegar no final da primeira palestra, dos Correios. Achei estranho o palestrante falar do uso de Agile num esquema de trabalho de fábrica, onde existem equipes específicas de Análise/Projeto, Implementação. Me pareceu um Waterfall disfaçado, mas eu posso ter perdido alguma coisa. Em seguida, Antonio Terceiro e Vicente Aguiar, da Colivre, apresentaram "Desenvolvimento aberto de software livre, usando métodos ágeis, em um ambiente corporativo. Tinha tudo para dar errado, mas não deu". Muito legal ver as dificuldades e soluções encontradas por eles para uso de Agile no desenvolvimento do Noosfero, a plataforma livre de redes sociais utilizada inclusive no FISL e no #dilmanarede. Gerenciar um único produto com vários clientes em diferentes países não é um desafio fácil, mas eles tem conseguido. Na sequencia, várias palestras ótimas sobre Agile, destaque para: Daniel Wildt falando sobre Testes; André Nascimento mostrando o Case da Stefaninni, um exemplo de sucesso do uso de métodos ágeis em uma das células de desenvolvimento; Daniel Cukier apresentando dicas para tratar os problemas culturais na adoção de Agile (muito boa, com direito até ao Melô do Teste Automatizado) e, fechando com chave de ouro, Paulo Caroli mostrando o uso avançado (pelo menos para mim) de Kanban, usando até o Workflow da Starbucks como exemplo. O ponto alto foi a Técnica da Banana, para evidenciar quando uma estória leva tempo demais para ser atendida. Sensacional.

No 2o e 3o dias teve Simpósio Brasileiro de Componentes, Arquiteturas e Reutilização de Software (SBCARS), O Simpósio Brasileiro de Engenharia de Software (SBES) e sessão Demo de Ferramentas. Bastante coisa. Como já disseram os colegas Cleverson ZyC e Marlon Carvalho, trabalhos de boa qualidade técnica e acadêmica, mas em geral faltando entusiasmo dos apresentadores em apresentar e defender suas idéias. Nas palestras do SBCARS, também generalizando, senti falta de enxergar mais aplicação prática no mundo real. Talvez seja esse mesmo o papel da academia, antecipar necessidades futuras, mas para alguém que gosta de realizar coisas de utilidade mais imediata, ficou essa impresão. É notória a importancia que o tema Linhas de Produto de Software vem ganhando na academia. Vale continuar aprendendo sobre o tema e verificando em que contextos a abordagem pode ser aplicada com sucesso (também ficou claro que não é uma "Bala de Prata" que serve para tudo). Tambem pude perceber - e reconhecer - a importância da Engenharia de Software Experimental, que envolve a aplicação do método científico, é uma abordagem fundamental usada por cientistas de todas as áreas do conhecimento para testar hipóteses e sustentar teorias. Entendi que sua aplicação dá mais validade aos experimentos feitos na nossa área. O artigo introdutório deste link, primeira referencia encontrada no Google, pode ajuda-lo a ter uma ideia melhor, se desejar se aprofundar.
Do SBES, duas apresentações que falaram de Código e Software Livre: "A Study of the Relationships between Source Code Metrics and Attractiveness in Free Software Projects", comprovando que a qualidade do código-fonte impacta na atratividade de colaboradores para um projeto open source; "An Empirical Study on the Structural Complexity Introduced by Core and Peripheral Developers in Free Software Projects", concluindo que os desenvolvedores principais de um um projeto Open Source são aqueles que mais introduzem complexidade estrutural (trocando em miúdos, são os que tem mais coragem - e permissão para isso - de mexer nas partes críticas do código). Também gostei da palestra "Is There a Relationship between the Usage of Agile Practices and the Success of SCRUM Software Projects?", vou ler o trabalho escrito, pois fiquei curioso de ver que eles concluíram que algumas práticas ágeis não tem interferencia direta no sucesso de projetos que usam Scrum, como poderíamos pressupor.
Nas demos ferramentas, gostei do Scrum-Half e da apresentação "Uma Ferramenta de Apoio à Gerência de Requisitos Integrada a um Ambiente de Desenvolvimento de Software Centrado em Processos", feita em Ruby como um plugin do Redmine, já com funcionalidades básicas para gerenciamento de Glossário e Casos de Uso. O grande problema ainda é: "Cadê o código-fonte?". Quase nunca estão disponíveis. A resposta é "estamos querendo disponibilizar" ou "me manda um e-mail" ou "ainda não pensamos sobre isso". Lamentável que trabalhos, códigos, ferramentas promissoras fiquem pelo caminho, acabando junto com a obtenção do "canudo", seja ele qual for. Percebo o quanto continua valendo meu post sobre Universidade Pública, Conhecimento Livre...

Ponto para a Profesora Rosana Braga, que na sua apresentação "Engenharia de domínio de linhas de produto com arquitetura orientada a serviços" citou que o código estava disponível no Google Code. Por acaso sentei ao lado dela no almoço de 5a-feira e elogiei a iniciativa. Ela disse orientar sempre seus alunos a disponibilizarem os produtos de seus trabalhos. Ponto para ela e, por tabela e não deve ser por acaso (a USP possui um Centro de Competencia em Sofware Livre, coordenado pelo Prof. Fabio Kon), ICM-USP. Que sirva de exemplo!

Um das melhores apresentações que assisti foi "Evolving an Assistant to Support the Inspection Process through Quantitative and Qualitative Analysis". A hipótese que a automação de uma planilha traria ganhos na execução de um determinado tipo de inspeção foi refutada no trabalho. Apesar do leve nervosismo, a apresentadora passou alegria, energia, estava feliz por ter conseguido enxergar que a abordagem tinha falhas e ainda não agregava o imaginado valor. O experimento precisa ser repetido, evoluido, as falhas na abordagem precisam ser detectadas e sanadas. Muitas vezes aprendemos mais com os erros. "Precisamos de mais trabalhos desse tipo nos congressos", foi o comentário de um dos conhecidos respeitados Doutores (infelizmente não anotei seu nome) que estava na plateia.

Na 5a e 6a pela manhã me envolvi com 2 sessões de Coding-Dojo, não previstas inicialmente no evento. Eu e Márcio Albuquerque fizemos a sugestão na 3a-feira ao prof. Manoel Mendonça, coordenador geral do evento. Imediatamente acatada, ficamos muito agradecidos pela oportunidade de apresentar este tipo de "programação coletiva" que nos permite experimentar linguagens, ferramentas e técnicas (TDD, BDD, Pair Programming, Refatoração) que certamente ajudam a nos tornar melhores profissionais. Foram duas sessões para um publico médio de 15 pessoas. A primeiras delas foi na 5a-feira, linguagem Groovy e desafio "Pedra x Papel x Tesoura". Daniel Cukier, da Locaweb, apareceu e deu a maior força. Na 6a-feira ela conduziu a sessão, usamos Ruby com RSpec/Autospec e o problema foi a distribuição do tesouro. Veja no blog do grupo Dojo-Bahia (a participação é livre, basta entrar na lista!) os registros.


No turnos que não estava no Dojo participei do "MC 08 - Linhas de Produto de Software: Conceitos, Fundamentos e Aspectos Práticos", com o baiano Eduardo Almeida, dentre outras muitas coias atual lider do Reuse in Software Engineering (RiSE).. Além de aprender um pouco mais sobre o tema (uma sugestão para o próximo seria tentar algo menos expositivo, envolvendo alguma dinâmica), pude sentir orgulho de ver um baiano com a devida projeção e reconhecimento. Inteligencia, nós temos. Iniciativa, nem tanto...

Já concluindo, algumas impressões registradas em twitter.com/serge_rehem:

#cbsoft Impressão 1: Todo mundo quer criar SUA ferramenta. Não vejo esforços de se juntar a projetos OpenSource + avançados, q fazem o mesmo
#cbsoft Impressão 2: Poucos códigos-fonte produzidos na Academia são disponibilizados em licença sw livre. "Me manda email q te passo" #fail
#cbsoft Impressão 3: Muitos trabalhos preocupam-se mais em provar/refutar hipóteses. Utilidade prática no mundo real parece menos importante web
#cbsoft Impressão 4: Muitos trabalhos focados em Modelos, Diagramas, Documentos. Queria ver + sobre #codigo, único artefato q #roda de fato
#cbsoft Impressão 4: Fazendo justiça, hj de manhã 2 apresentações legais q falaram de #codigo. Ambas relacionadas a sw livre. Coincidencia?!
#cbsoft Impressão 5: As metodologias ágeis ganhando +notoriedade na academia. Esperamos ver +trabalhos científicos no tema #pontoPositivo
#cbsoft Impressão 6: "Linha de Produto de Software" parece ser a nova moda da Engenharia de SW na academia
#cbsoft Impressão 7: Apesar da qualidade academica dos trabalhos, faltou #entusiasmo em algumas apresentações
#cbsoft Uma dúvida no ar: #CloudComputing "ainda não despertou" ou "já não mais desperta" o interesse da academia? Senti falta do tema...

Não pude assistir Identifying Code Smells with Multiple Concern Views do amigo Glauco Carneiro da UFBA, mas fiquei muito feliz em saber que foi premiado o melhor artigo do evento! O Demoiselle tem sido usado como "cobaia" e estamos muito animados com o andamento dos trabalhos.

Bem, finalizo dizendo que foi muito proveitoso participar do CBSoft 2010, em vários aspectos. Parabéns a todos que organizaram e apresentaram trabalhos! Estou com o CD com os trabalhos escritos, agora é dar uma geral e aprofundar alguns estudos. Agradeço ao Serpro por me dar essa oportunidade. Oficialmente fora da Academia desde 2005, quando conclui um MBA em Adm na Unifacs, participar do evento me fez ter vontade de voltar de retornar, quem sabe um mestrado. Tentando focar nos temas de meu interesse: Software Livre, Agile, Frameworks, Linguagens de Programação, etc, etc. Na minha época de estudante eu não dei o devido valor a esses eventos. Graças ao JavaBahia, que me abriu inumeráveis oportunidades e experiencias, pude descobrir o quanto são importantes os conhecimentos, o networking, o "abrir a cabeça" para novos temas, o "estar antenado", o desenvolver visão crítica (sem ser ranzinza), o querer sempre aprender e compartilhar conhecimentos. Nosso estado, nosso país, nosso planeta, precisam de gente desse tipo. Da minha maneira, estou procurando fazer minha parte. E sua empresa? E você?

domingo, 26 de setembro de 2010

Época de Pensamentos 2.0 - Redes Sociais Corporativas, Estruturas Flexíveis e Adaptabilidade

Neste momento estou em Guarajuba, mais precisamente na entrada de Monte Gordo. São 11:35 de domingo, 26/09/2010. Deixei o carro num Lava Jato, pois esta semana começa o CBSoft. Vem colegas de outros estados, provavelmente darei carona a alguns e o auto está uma vergonha de sujo. Enquanto espero, parei no boteco mais próximo e pedi uma cerveja gelada. Premeditadamente, vim equipado com Notebook, MP4 Player (tocando @maglore, uma banda baiana que descobri nesta semana e que não consigo parar de escutar) e Revista Época Negócios, edição de julho/2010, presente de @alegomes. A matéria de capa diz "Você Ja Era! Conheça as Novas Competencias do Líder do Século XXI". Ainda nem cheguei nela, e já me identifiquei com um pequeno artigo "Um Facebook para Empresas".

Facebook Corporativo

O texto fala do Chatter, um aplicativo da Salesforce.com que permite criar uma rede social exclusiva para os funcionários de uma empresa. É como se misturasse Facebook e Twitter. É possível criar comunidades, seguir e ser seguido. Um recurso para "aumentar a produtividade e a colaboração entre os funcionarios". De alguma forma eu já falei sobre isso nos posts O que muda com a Web 2.0 e "Minha Amiga, a Norma". É o fim do "e-mail Manager", aquele gerente que administra pilotando e-mail. Para mim as Redes Sociais Corporativas são uma tendencia natural, sua adoção é uma questão de tempo, uma evolução das atuais Intranets e ferramentas de e-Groupware e dos Ambientes de Desenvovlimento Colaborativo, também já abordado neste blog. Não sou tão radical quanto o presidente da salesforce.com, Enrique Perezyera, que exagera dizendo que "será o fim da intranet e do e-mail nas empresas", mas me impressionou ler que na própria empresa dele o Chatter reduziu em 40% o uso do e-mail. Um indicativo no mínimo interessante, não acha?

A ferramenta foi testada por 5 mil empresas no mundo, inclusive uma brasileira. Um detalhe: é paga e custa $$ dolares. Mas não é a única alternativa, existem alternativas em software livre como o Liferay, o Elgg e o BuddyPress. Não sei o quanto se comparam ao Chatter em termos de funcionalidade, mas deixo a dica da Noosfero, uma solução livre construída no Brasil pela Colivre, cooperativa de software livre nascida na Bahia. Está sendo utilizada no site do FISL, do SoftwareLivre.org, do LinguÁgil e até no site Dilma na Rede,uma rede social de apoio a candidata à presidencia.

Continuo com a opinião que o gargalo para o crescimento da colaboração interna está na gestão. Cultura, atitutes, comportamentos não se modificam de um dia para o outro, portanto não é uma ferramentas apenas que vai resolver. Mas oferecer uma rede social para seus funcionários seria mais uma forma de promover compartilhamento. Boa parte deles, acredito, já utiliza Facebook, Orkut, Twitter, Linkedin e outras, então não terão a menor dificuldade técnica. Se a ferramenta realmente será efetiva, só o tempo dirá, mas usando uma ferramenta livre não custaria quase nada tentar. E não sou apenas eu - este pobre mortal - quem está falando, é a Época! Vai continuar gerenciando por e-mail? A decisão é sua...

O Grafite e o Diamante

As fichas do LinguÁgil não caem todas de uma vez. Acho que nunca um evento me fez pensar tanto, reavaliar o hoje, buscar reinventar o amanhã. Principalmente a palestra "Desmembrando Pessoas" (ele rebatizou para Desprogramando, para não parecer um mutilador) de Fábio Akita, que eu já tinha visto na web e recomendo a todo mundo. Ao vivo tem outro sabor, sem dúvida. Ainda na Revista Época, me deparei com mais um artigo: "Competência sem ação", de Oscar Motomura.

Ele fala de um conglomerado multinacional que adotou uma estrutura organizacional matricial que implicou em conflitos entre prioridades locais e globais, fazendo com que as unidades fechassem-se cada vez mais em seus próprios negócios e perdessem oportunidades preciosas de cooperação (tema central deste blog, sempre é bom reforçar). Conflitos entre lideres, sistema de avaliação de desempenho falhos, os resultados declinam. Segundo o artigo, "a estrutura matricial gera alto grau de complexidade: processos decisórios confusos, com longas rodadas de negociação para acordos superficiais, e pouca clareza quanto aos niveis de responsabilidade.

Ler esse trecho me fez lembrar a paletra de Akita, quando ele compara as estruturas hierárquicas rígicas com o Grafite, e as baseadas em redes com o Diamante. Com base no mesmo elemento, o Carbono, ele lembra que a estrutura departamentalizada foi inventada após um desastre de trem como forma de identificar mais facilmente os culpados na ocorrencia de novos acidentes. A estrutura molecular do Grafite se parece com os famosos "organogramas" tradicionais, por isso são tão quebradiços. Já o diamante parece com uma rede neural, lembra nosso cérebro, ligações fortes porém mutáveis. Resistencia e Adaptabilidade. A palestra Akita não dá respostas, "apenas" nos fornece elementos para pensar, e muito, sobre como nos comportamos. E como podemos mudar.

A visão de Akita se reafirma nesse trecho da matéria: "Em pleno século 21, quando buscamos nos afastar de modelos mecânicos de comando e controle e avançar rumo a algo mais biológico, com mais autonomia e poder de decisão e uma coordenação baseada em princípios e valores compartilhados, adotar a opção matricial é seguir na contramão. Em tempos em que o contexto de negócios torna-se cada vez mais complaxo, parece essencial tornar as estruturas mais simples, e não o contrário. Se não for para inovar, então a intenção é limitar o poder dos lideres locais?"

Aqui no blog, eu já falei sobre Desfragmentação Emprezarial e Projetizar para Conquistar sugerindo organizações mais leves, um abandono gradativo das estruturas funcionais. Necessariamente essa estratégia nos faria passar por estruturas matriciais (no post eu já ressaltei o problema dos "dois chefes"), então aproveito para deixar esse pequeno alerta sobre alguns riscos. "Simplificar Estruturas", como sugere o artigo da Época, pode não ser algo fácil, mas talvez seja cada vez mais necessário, Por que? Veja como termina o artigo e tire suas proprias conclusões: "E o que dizer de líderes excepcionais que veem seu campo de ação esvaziado e passam a usar uma fração de seu talento, um dia a dia frustrante e desmotivador? É possível falar em avaliação por resultados e "accountability" num contexto como esse?".

Adaptabilidade

Parece uma conspiração, mas virei a página seguinte da Época e achei mais um artigo que parece que junta os dois anteriores. Este é chamado de "Como lidar com novas realidades: Por que as empresas precisa se adaptar profundamente para operar em um mondo cada vez mais complexo". A complexida é definida como "visão de mundo que aceita e procura compreender as mudanças constantes do real e não pretende negar a multiplicidade, a aleatoriedade e a incerteza, e sim conviver com elas.". Se você ler o Manifesto Ágil vai perceber algum desses ingredientes. Coincidência? Hum.... acho que não.

Outro trecho excelente: "Um movimento de invação dessas proporções vai requerer das empresas estruturas mais flexíveis, ágeis e inspiradoras. E para fazer isso elas precisarão conciliar as hierarquias formais e as redes informais existentes em qualquer organização. O organograma unido à pulsão criativa dos grupos formados espontaneamente pode levar as emprsas a um ritmo mais ágil de adaptação" (observe a ligaçào deste texto com as partes anteriores, Facebook Corporativo, e o Diamante e o Grafite). O livro Leading Outside the Lines ("liderando fora das linhas"), de Jon Katzenbachh e Zia Khan defende o balancemanto entre formal e informal como o mais eficaz método de gestão.

É jogando que se aprende. Empresas tem investido em jogos como forma treinar, motivar e integrar funcionários. No livro Gamestorming, seu autor Dave Grai descreve casos de sucesso dos "jogos de conhecimento". Diversão, criatividade, engajamento, "mão na massa" (o post Ócio Criativo aborda um pouco disso). Ele afirma que jogar "é uma ótima forma de dar estrutura e clareza ao ambiente profissional". Você já participou de um Coding-Dojo? Ainda não escrevi sobre isso neste blog (vai chegar a hora), mas dá uma olhada nesse e principalmente nesse post de Vinicius Teles, e nos registros das sessões do grupo Dojo-Bahia. Esse lance de jogo funciona mesmo...

Finalizando esta parte, os 3 artigos em sequencia na Época (e nem cheguei na matéria da Capa...) somados às leituras, conversas e palestras decorrentes do LinguÁgil só me ajudaram a reafirmar convicções e pensamentos anteriores. Precisamos buscar estruturas organizacionais mais flexiveis, valorizar o ludico, as conexões entre pessoas, pensar e agir diferente, buscar o novo. Inspecionar, adaptar.

Agora vou pedir a conta e pagar a 2a cerveja (parece o problema do Buteco, que usamos no último coding-dojo heheh) e ir buscar o carro. Ainda tenho que levar almoço pra galera de casa. Na pré-história o homem saia para caçar e buscar comida, enquanto a mulher cuidava da casa e das crias. Hoje foi só um pouquinho diferente, saí para lavar o carro e buscar comida (no restaurate a Kilo). Escrevi 3 posts (na hora H resolvi juntar tudo num só), ouvi várias vezes as músicas do Maglore. Nada mal. Ah, o carro tá lindo, cheiroso e limpo.